O Azul Profundo - Prólogo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

O Azul Profundo - Prólogo

Mensagem por Thaís em Qui Set 14, 2017 9:04 pm

Governado por Isís e seu marido Osíris, sob as benção de Iemanjá. É onde nascem e crescem todos os elementais diretamente ligados à água. Outros seres que não elementais podem provir de qualquer plano onde a água tenha presença forte. Alguns pontos específicos são reconhecidos portais para o plano físico. Esses locais são fortemente guardados. Durante a Guerra Crepuscular muitos "aventureiros" buscavam recursos no Azul Profundo, invocando diversos seres para suas causas. Nesse processo aberrações, por exemplo os Aboletes, foram criadas, fruto do desequilíbrio no qual o plano se encontrava. Por essa razão muitos portais foram destruídos, embora dizem que Isís mantém diversos pactos com criaturas de outros planos através deles.



Fora do Azul Profundo cada pedaço de curso de água tem o seu próprio Kianda, uma espécie de prefeito do rio, lago, lagoa, etc. Normalmente é uma sereia e tem o mesmo nome ou título da região a que protege.

As Sereias são os principais navegantes das águas e mensageiros de Iemanjá. São um povo culturalmente fechado até que tenham atingido a maioridade e possam nadar de um plano para outro por si próprias, permanecendo no Azul Profundo até então. Uma sereia que não seja um Kianda, mas que está em outros planos é chamada de Encantada(o). Muitos Kiandas, ou até mesmo Encantados, na ocasião da morte de alguém que lhes era afeiçoado se encarregam de "resgatar" seus queridos a um plano (que ela considera) adequado. Essa conexão com a morte gerou uma conotação negativa das sereias em muitos lugares cujas crenças limitadas faziam acreditar que as sereias ludibriavam pessoas para o fundo dos rio e mares. Em idade avançada fazem sua grande jornada para planos cada vez mais distantes até que suas vidas sejam reintegradas ao mar em forma de espuma. As sereias podem ver com muita admiração (ou inveja) a forma que as outras raças carregam uma alma imortal.

Pessoas que magicamente tiveram seus pés substituídos por caudas são denominadas Iaras. Apesar delas terem a mesma capacidade de transitar entre reinos (planos) que as sereias tem, as Iaras normalmente sofrem grande preconceito dentro da sociedade aquática.
Sereias que deixaram de ser sereias ou para ter pernas ou para ter asas são chamadas de Sirenes. Sirenes serão grandes heroínas por se arriscarem nas tarefas que exigem mais sacrifícios ou serão renegadas se as motivações delas forem em âmbito privado.



Iparunu

Nasci sereia. Estendi a mão à minha família. Fui encantada. Amei e resgatei. Agora sou sirene. Sirene com uma missão coletiva, sirene com um desejo egoísta.

A minha irmã mais nova se apaixonou por um humano, de um plano terrestre, e fez de tudo para ficar com ele. Buscou ajuda com pessoas má intencionadas para tornar-se sirene. Em suas condições para permanecer sirene deveria casar-se com o humano. Falhando em seu desejo, não tinha lugar entre as sereias, tampouco entre os humanos. Sacrifiquei parte de mim para conseguir algo que a trouxesse de volta. Dei parte de minha própria essência, concretizada em meu cabelo para conseguir uma adaga, que se ela usasse para matar o humano, a traria de volta em sereia. Ela falhou mais uma vez. Através da minhas lágrimas olhei no fundo dos seus olhos quando a vi, surpreendentemente, desfalecer-se em um espírito do ar. Ninguém nunca acreditou em mim. Mas vislumbrei a possibilidade da imortalidade e reencontro com ela.
Passei a colecionar pequenas coisas, como lembrança de minha irmã.

Enquanto percorria lugares parei em socorro a uma mulher e com as bênçãos de Iemanjá a ajudei a virar uma Iara, ao dar-lhe meios de respirar e se locomover pelas águas. Ela me contou que seus irmãos a tentaram matar, porém ela revidou e o resultado foi a morte deles. Seu pai estava furioso e a jogou no rio, para afogá-la. Foi quando a ajudei. Começou ali uma grande amizade secreta. Nossos últimos contatos precisaram de um grande esforço, e da última fez que tentei visitá-la não consegui chegar em seu plano, Pindorama. Estou ansiosa por notícias, sinto saudade de como ela cantava!

Aliás, Pindorama não foi o único plano que perdi contato. O Azul Profundo e as Sereias foram os primeiros a perceber as anomalias interplanares. Me tornei sirene para investigar os planos terrestres. Só tem um problema: não consigo mais voltar Sereia, e sozinha não vou a plano algum. Fiquei presa sirene, pelo menos com uma causa.
Contudo, só há uma coisa que eu me questiono:
Se eu morrer,


vou virar espuma?
-Iparunu
avatar
Thaís
Admin

Mensagens : 33
Data de inscrição : 23/08/2017
Idade : 30

Ver perfil do usuário http://tavernalarp.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum