As crônicas do Guardião - Princesa

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As crônicas do Guardião - Princesa

Mensagem por Edgard em Sab Set 16, 2017 11:08 am

Durante a manhã já havia feito todas a minha orações, e lido um pouco os tomos antigos do Deus Uno, que sempre guardava em minha alcova, escrituras que alguns sacerdotes já haviam abandonado, mas eu sabia que aquelas escrituras eram a cerne do Uno.

Agora me restava a rotina de treinamento do regimento. Dia quente no Templo da capital, todos arduamente seguindo minhas instruções. Cada dia os colocava para se habilitarem com uma arma, mesmo os especialistas, meu regimento devia estar preparado para lutar com qualquer ferramenta de guerra que estivesse ao seu dispor. Enfileirados no pátio de treinamento, os Servos de Ferro do Deus Uno moviam as lanças sincronizados, em movimentos rítmicos que para observadores parecia um mantra feito com o corpo. As árvores plantadas ao redor do grande pátio brindava aos meus homens uma sombra, que aliviava o calor do treinamento.

Estava programado que no dia seguinte faríamos uma incursão junto com as Sacerdotisas as terras comandadas pela Donzela Roxanne, para uma missão de Evangelismo. Muitos dos meus nunca haviam nem mesmo saído da capital, e eu temia por eles, mas era extremamente necessário que eles se habituassem ao campo e ajudassem nossas sacerdotisas no trabalho de difundir a palavra do nosso deus Uno. Minhas provisões já estavam preparadas para a viajem do dia seguinte. Mas no fim da manhã parece que meu mundo mudaria.

Eu já havia ouvido boatos sobre o que ouve com o rei, e o que acontecerá com seus filhos, um irmão usurpador, querendo se livrar dos sobrinhos. Olhos para os portões principais do templo, todo feito de ferro endurecido, com símbolo de ouro do Deus Uno em cada uma das portas. Este portão só era aberto em ocasiões especiais. Muitos dos novatos que treinavam no pátio nunca o viram ser aberto. Então um ranger das dobradiças gigantes do portão é ouvido, os mecanismos de abertura começam a se mover. Do lado de fora uma comitiva de cavaleiros reais e uma grande carruagem ornada com as cores vermelha e azul, as cores reais de Chambordoux. Os cavalos eram fortes e bem tosados, e marchavam em sincronia. Adentraram o pátio principal interrompendo abruptamente o exercício diário dos Servos de Ferro. Com um sinal de braço os ordenei que se reconhecem ao pátio externo do templo, que ficava atrás das muralhas traseiras do templo. Pedi a Richard que conduzisse a lição, sem reziguinar ele conduziu os demais.

Viviane vestida com seu traje cerimônia, sai do templo cercada pelas Sacerdotisas conselheiras. Rapidamente em sinal de respeito levo um dos meus joelhos ao chão, a abaixo minha cabeça.

Um dos homens da comitiva sai da carruagem, e se identifica como Astolfo um dos conselheiros do Rei. E vai logo declarando.
“Trago comigo a Princesa Miranda de Chambordoux, ela servirá ao Uno, como forma de firmamento da união do clero e da nobreza desde país.”
Viviane com sua voz suave responde: “ Ela será muito bem vinda dentro da casa do Deus Uno, acolhida e doutrinado na palavra do santíssimo. Mas o primeiro ensinamento que ela deve aprender deve ser o da humildade. Então retire-se do templo com toda essas ornamentações. Ela será doutrinada igualmente as demais crianças que aqui são acolhidas.” O conselheiro do Rei faz caras e bocas, mas não ousa questionar as ordens da Sacerdotisa Mãe. Da carruagem ornada sai uma criança, com aproximadamente 7 anos, de cabelos encaracolados e negros como a noite, seu rosto estava rubro, de tanto choro. Era Elise, acredito que não era seu desejo viver ali. Um arrepio me passa pela minha coluna estremecendo meu corpo. Uma das Sacerdotisas conselheiras vai até a pequena e a pega pelo pelo braço e a leva para dentro do templo. Em seguida todos naquela comitiva se retiram, e os portões principais voltam a se fechar. Existia um ditado nos corredores do templo que falava, que os Servos do Uno que vinham ao templo e entravam por aqueles portão, estavam abençoados a serem grandes. Pelo que eu me lembro Viviane e eu entramos no Templo do Uno por aquele portão, eu mal me lembro da ocasião. Para Viviane o ditado deu certo, mas para mim acredito que não.
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