Diário de Bordo - Mapeiro

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Diário de Bordo - Mapeiro

Mensagem por rayjbraz em Dom Out 29, 2017 4:19 pm

Estamos presos em uma bosque mágico em busca de madeira para concertar o casco do Catarse. Seguimos durante um tempo o curso de um ribeirão, encontramos alguns bichos suspeitos e inclusive encontrei uma Paca mágica. Naquele momento ela parecia insana e queria me atacar. Achei que fosse um bicho comum e me defendi. Sim matei a infeliz. A pobrezinha estava apenas tentando defender o pouco de Glamour e poder que ainda existia naquele filete de rio mágico.
Depois disso, nos perdemos e chegamos a um lago formado pelo ribeirão,. No seu centro havia providencialmente uma pequena ilhota com frutas silvestres. Nossa fome era grande e não resistimos, aparentemente não estavam envenenados e mais a frente uma queda d'água. Pude sentir que embaixo da queda d'água havia algo, tateei e encontrei um fechadura.
Entendemos rapidamente que aquele local era uma fonte de energia mágica e que os bichos não queriam que chegássemos ali, certamente havia algo além daquela fechadura. Nemelis sentiu o poder mágico e a ganância brilhou em seus olhos. Ele entendeu sua mão já tomada pela marca negra e sugou todo o Glamur que restava, tudo desvaneceu e nos vimos em uma brejo fedorento e a ilhota de frutas saborosas transformou-se em uma pedra com frutas podres e cheias de vermes cercada de lama fétida.
A passagem embaixo da queda d'água agora estava aberta, entramos todos, eu Capitão e Contra-mestre e nos deparamos com uma toda simpática, provavelmente pertencente a alguém muito pequeno e de mãozinhas muito delicadas. Lá haviam algumas quinquilharias de mago, mas nada para saquear a não ser um bauzinho no fundo da toca. Forçamos uma fechadura e dentre haviam algumas sementes. O Capitão tomou-as para si em sua algibeira.
Ao sairmos da toca o tempo não parecia bom, o céu começou a cair sobre nos e ouvimos estrondos e a enxurrada chegou. Todo o bosque se transformou em uma corredeira era como se alguma represa acima tivesse se rompido. Depois de alguma horas de desespero conseguimos escapar e montamos acampamento. Esta noite foi a mais fria e úmida que já passei. Se o contra-mestre não tivesse feito fogo com sua mágica, a hipotermia teria nos matado.
Fui o primeiro a ser escolhido para a vigília e também fui o primeiro a cair. Senti a estocada na nuca e depois só acordei em uma toca baixa amarrado aos meus colegas sendo cutucando com suas lanças pequeninas seguradas por criaturas verdes. Havíamos sido capturados por Pétala e seus minúsculos Pixels. Ele se pareciam com pequenos goblins de florestas.
Pétala não podia ser vista, apenas ouvida , sua voz possuía uma presença marcante, bonita e macia, mas de dar frio na espinha. Ela nos acusava de ter destruído seu bosque e matado um de seus súditos. No outro lado da toca uma paca pranteava. Apontava para mim e guinchava "- Foi ele, foi ele que matou o meu marido. Assassino! Assassino!"
Ela queria nos punir por termos destruído o pouco que ainda restava do bosque mágico.
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