As crônicas do Guardião - O Despertar

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As crônicas do Guardião - O Despertar

Mensagem por Edgard em Sab Set 16, 2017 11:06 am

Despertar

Os ventos que seguem o fluxo dos rios que circundam minha amada terra Chambordoux, tocam minha face. O calor do Sol matinal me desperta.

Abro meu olho esquerdo, o direito ainda está muito inchado. As memórias da noite que se findou me vem, e consigo me lembrar por que estou prostrado. Viro minha cabeça dolorida levemente para esquerda, em seguida para direta.

Richard, aproximadamente 30 anos, forte audaz, sua família tem uma fazenda nos campos de Chambordoux do norte, grande produtor de algodão. Mas Richard decidiu que seu caminho era seguir o Uno, e se tornou um sacerdote, foi assim que ele me conheceu. Recebeu as lições do Uno e aos 15 anos veio ao campo para se tornar um dos que lutariam com ferro e aço pela palavra do Uno. Eu lhe ensinei tudo que eu podia, na arte da lança, espada e do escudo. Sabedoria, Honra e Glória descreve o que Richard era, devoto fervoroso do Uno, assim como eu não questionava nenhuma ordem vinda da Sacerdotisa Mãe, nem de Viviane, muito menos de Miranda. Lutava com a sagacidade de um Touro, eu tinha certeza que quando eu partisse para meu encontro com Uno, ele me substituiria. Mas estava tudo acabado para ele.

A minha esquerda Madalene, uma linda mulher com traços delicados, certamente seria uma das Sacerdotisas mais próximo da Mãe, mas ela negou, e sabia que seu lugar não era dentro do Templo do Uno, desde de quando foi enviada pelo seu pai, homem de negócios. Ela nasceu e cresceu na capital, enviada a força para ser sacerdotisa aos 15 anos. Na palavra do Uno ela encontrou alento e paz, mas suas escolhas eram certas, ela gostava do campo, da aventura, ardor de uma batalha. Os caminhos dela ao abandonar a bata de sacerdotisa eram certos, ou exílio ou a morte. Eu intercedi por ela, orei ao Uno para que iluminasse os olhos da mãe e permitisse que eu a treinasse e a trouxesse para lugar nos campos em nome do Uno. Então assim se fez, garota ágil, corajosa, nunca temeu um oponente seja ele quem fosse. Lutava iluminado pela crença no Uno. Eu a tratava como minha pupila, e ela me retribuía com amor de uma filha. Agora seu rosto desfigurado por um esquecido, e seu coração perfurado por uma lança.

A dor de minha perna quebrada, do meu peito perfurado, ignoro. A dor da perda de dois irmãos de batalha, me destrói, me devora me avassala. Por que? Eu era para ser o primeiro a partir. Por que me amaldiçoou?

Quando me chamaram de volta para lutar ao lado dos meus irmãos, achei que seria ainda maior honra e glória. Ledo engano, foi mais uma punição por meus atos.

Me levantei com muita dificuldade, o odor de sangue entra pelas minhas narinas e consigo sentir a dor de cada morte, a mistura de ar e sangue eram densos demais. Ver meu antigo regimento, que eu mesmo doutrinei, dizimado era a pior da cenas.

Agora resta apenas o Guardião fracassado, destruído. Enterrando seus irmãos.
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